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domingo, 8 de março de 2009

BCP COM ORDENADOS MILIONÁRIOS

MUITO BEM JOE!!!

Corte de três milhões na supervisão do BCP


Assembleia geral de Março. Um grupo de accionistas do BCP, liderado por Joe Berardo, segue as pisadas da nova administração e propõe um corte de 50% nas remunerações do Conselho Geral e de Supervisão. A este juntam-se mais 2,3 milhões de ganhos com a extinção do Conselho Superior

Presidente do CGS ganhava 90 mil euros por reunião

O Banco Comercial Português (BCP) vai proceder a um corte radical nas remunerações dos seus órgãos sociais. Com a proposta de extinção do Conselho Superior (CS) e a aprovação da proposta de remunerações para o Conselho Geral e de Supervisão (CGS) o banco vai poupar mais de três milhões de euros já este ano. Só o presidente deste órgão ganhava 360 mil euros por ano, para participar em quatro reuniões. Um ganho de 90 mil euros por reunião.

As propostas à assembleia geral de dia 30 deste mês foram já publicadas e são assinadas por alguns dos maiores accionistas do BCP, ou seja, Sonangol, Joe Berardo, EDP, Sogema e Investifino.

Mas este grupo de accionistas está a trabalhar para contar com mais apoios, entre eles a Eureko. É um trabalho liderado pelo presidente do Conselho de Remunerações. Joe Berardo, em declarações ontem ao DN, disse apenas disse que "estamos todos a trabalhar nisso".

Além da já conhecida proposta de extinção do CS, este grupo de accionistas quer reduzir para 50% as remunerações do CGS, que deverá ser substituído por membros designados por estes proponentes. Luís Champalimaud é o presidente proposto, uma escolha que coincide com o afastamento dos membros ainda afectos a Jardim Gonçalves. O DN sabe que o presidente da Eureko, Gijsbert Swalef, não ficará no futuro CGS, com a seguradora holandesa a ter de indicar outro nome.

O corte de 50% nas remunerações actuais do CGS vai ditar uma poupança de quase um milhão de euros face a 2008, em que estes custos somaram 1,9 milhões de euros. Também os gastos em funcionamento deste órgão deverão sofrer reduções: no ano passado, as deslocações e outras despesas do Conselho atingiram três milhões de euros. Segundo o DN apurou, os 24 membros do CS representaram gastos em remunerações de 2,3 milhões de euros, contra 3,5 milhões de euros em 2007.

Actualmente, a remuneração do presidente do CGS do BCP é de 360 mil euros anuais, tendo como obrigação mínima a presença em quatro reuniões ordinárias por ano.

O vice-presidente, por seu lado, ganha 290 mil euros anuais, caso integre comissões especializadas. Caso não o faça, a sua remuneração é de 150 mil euros anuais.

Os restantes nove vogais do CGS (o órgão é composto por onze elementos) ganha cada um, por ano, 150 mil euros, caso participe em comissões especializadas, ou 115 mil euros, caso não integre. Na proposta que este grupo de accionistas vai levar à assembleia geral, estas remunerações passam para 25% e 10% do vencimento do presidente, em função da sua participação ou não em comissões.

Estas propostas elaboradas por Berardo e apoiadas pelos maiores accionistas do BCP surgem na sequência das decisões tomadas pela actual administração executiva, desde a sua tomada de posse, em 2008.

Os cortes decretados pela equipa liderada por Carlos Santos Ferreira já produziram efeitos nos custos com remunerações deste órgão executivo. Em 2006, quando o presidente era Paulo Teixeira Pinto, o conselho de administração do BCP representou um custo em remunerações de 29,5 milhões de euros (21,5 milhões de remuneração variável); no ano passado, o custo total foi de 3,4 milhões de euros.

in diário de notícias

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

RECORDE NO BCP

BCP atinge novo mínimo histórico nos 0,55 euros

... meu rico dinheiro!

As acções do BCP estão a cair 8% na bolsa nacional, tendo atingido os valores mais baixos de sempre nos 0,55 euros. Em quatro sessões, o banco acumula quedas de 22%.

Às 10h50, o BCP perdia 7,92% para os 0,57 euros, depois de ter sido chegado a cair 10% para um novo mínimo de sempre nos 0,55 euros, com 10.873.861 acções negociadas, e depois de ontem ter encerrado a sessão a perder 6,50%. Esta é a quarta sessão consecutiva em que a instituição liderada por Carlos Santos Ferreira vê os seus títulos desvalorizarem-se em 4% ou mais.

Com a descida de hoje, os títulos do BCP acumulam uma queda de 22% desde a passada quinta-feira, dia em que o banco norte-americano JPMorgan reviu em baixa para os 0,58 euros o seu preço-alvo para o papel. No total, o BCP viu em cinco sessões a sua capitalização bolsista diminuir quase 600 milhões de euros para menos de três mil milhões de euros, no que é o pior desempenho de sempre dos títulos do banco.

"Há fortes vendas. Há o receio que, mais cedo ou mais tarde, o BCP tenha de fazer um aumento de capital, e a exposição do banco ao mercado polaco, cuja moeda tem estado sob pressão, é outro factor a pesar e qeu ainda não está totalmente incorporado na cotação", disse um operador à Reuters.

Outro especialista adiantou que o BCP "está curto de capital relativamente aos seus pares domésticos e europeus".

"Se a crise continuar, o outro suporte técnico [das acções do BCP] fica-se pelos 40 cêntimos", alertou por seu turno Pedro Lino, CEO da corretora Dif Broker.

Na semana passada, o CEO do BCP, Carlos Santos Ferreira, disse que o maior banco privado de Portugal pode emitir 1.200 milhões de euros de valores mobiliários elegíveis para TIER I, excluindo acções, não planeando qualquer aumento de capital.

Apesar destas afirmações, a JP Morgan cortou o preço-alvo do BCP em 18% para os 0,58 euros por acção, o Keefe, Bruyette & Woods desceu para 0,65 euros de 0,85 euros e a Espírito Santo Research (ESR) baixou para 0,70 euros contra 0,95 euros.

in económico

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

PREÇOS GASOLINA ON LINE

Mais de 2 mil postos de abastecimento de combustível têm a partir de hoje os preços que praticam colocados online. A medida entrou em vigor ontem e é obrigatória para todos os pontos que vendam mais de 500 metros cúbicos de combustível por ano.

Os preços estão disponíveis no site da Direcção Geral de Energia e Geologia, onde é ainda possível verificar a localização dos postos de abastecimento, os horários de funcionamento e os serviços disponíveis em cada ponto de venda.

A nova lei implica que as informações estejam sempre actualizadas, caso contrário, os responsáveis poderão sofrer multas que podem ir até aos 30 mil euros.

No site é ainda possível ver a lista dos pontos de abastecimento mais baratos do país.

http://www.precoscombustiveis.dgge.pt

in sapo/tek

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

IRS 2008

Conheça cinco dicas para poupar nos impostos

De modo a que não tenha problemas na declaração de IRS a entregar já este ano (referente a 2008), o Económico responde a algumas das dúvidas que podem surgir aquando do preenchimento da declaração.

Preencher a declaração de IRS nem sempre é tarefa fácil, sobretudo para aqueles que a juntar às deduções comuns têm ainda investimentos em diversos instrumentos financeiros. De modo a que não tenha problemas na declaração de IRS a entregar já este ano (referente a 2008), o Económico responde a algumas das dúvidas que podem surgir aquando do preenchimento da declaração.

1. a isenção de tributação das mais-valias de acções detidas há mais de 12 meses aplica-se apenas a acções portuguesas ou também a acções estrangeiras?
Aplica-se a ambas. A isenção de tributação das mais-valias geradas com a alienação de acções detidas há mais de 12 meses aplica-se a acções emitidas quer por entidades residentes, quer não residentes.

2. é obrigatório englobar os dividendos distribuídos por sociedades portuguesas?
Não. Os dividendos de acções nacionais estão sujeitos a uma taxa liberatória de 20%. No entanto, o beneficiário dos dividendos pode optar pelo englobamento. Neste caso, o imposto retido na fonte terá a natureza de mera antecipação do imposto final. Contudo, ao exercer essa opção, fica obrigado a englobar um conjunto de rendimentos de capitais auferidos, bem como a totalidade do saldo das mais-valias e menos-valias apurado com a alienação de valores mobiliários. Além disso, o exercício dessa opção determina que "apenas será considerado 50% do montante total dos dividendos que lhe sejam distribuídos ou que sejam colocados à sua disposição, sendo tributado às taxas aplicáveis aos escalões de rendimento do titular", explicaram os especialistas do Banco Best.

3. As mais-valias de obrigações estão excluídas de tributação em sede de IRS, mesmo se adquiridas há menos de 12 meses? Qual o procedimento para declarar no IRS?
As mais-valias geradas com a alienação de obrigações encontram-se excluídas de tributação, em sede de IRS, independentemente do respectivo período de detenção.

4. tendo rendimentos de contas bancárias é obrigado a mencioná-los na declaração de IRS?
Não. Os juros dos depósitos à ordem e a prazo são tributados na fonte pelo banco, na data de vencimento dos juros, à taxa liberatória de 20%.

Ou seja, quando recebe os juros estes já estão líquidos de impostos. O mesmo sucede com os certificados de aforro. No entanto, pode optar pelo englobamento dos juros aos rendimentos de outras categorias. No entanto, só compensa se o rendimento colectável (incluindo juros brutos) for inferior a 7.017 euros e, por isso, estiver sujeito à taxa máxima de imposto de 13%. Neste caso terá vantagem em englobar os juros pois a taxa de imposto retida pelo banco (20%) é superior à de IRS (13%). A diferença de 7% poderá ser recuperada no reembolso do IRS ou pagando menos imposto, caso opte pelo englobamento. Sempre que a taxa de imposto a que estiver sujeito for superior a 13%, não é vantajoso englobar os juros dos depósitos bancários.

5. Resgatei fora das condições previstas o dinheiro aplicado num Plano poupança reforma (PPR), conta poupança-habitação e plano poupança acções (PPA). O que devo fazer?
Ao resgatar o dinheiro aplicado em PPR e PPA fora das condições previstas, terá de devolver os benefícios fiscais usufruídos, acrescido de uma penalização de 10% por cada ano decorrido, adianta a Deco, no guia fiscal de 2008. Já as contas poupança-habitação podem ser resgatadas sem penalização mesmo se os montantes entregues até ao final de 2003 forem movimentados para fins não previstos. Desde Janeiro de 2009 que os valores entregues em 2004 podem ser resgatados para outros fins. Nos PPA é a aplicada a taxa de tributação autónoma de 20% sobre a diferença positiva entre o valor devido aquando do encerramento do plano e montantes entregues pelo subscritor. Também no caso dos planos poupança reforma, educação ou mistos, é aplicada uma taxa de 20%.

in económico

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

DESEMPREGO

Cotadas despedem 72 mil colaboradores num só dia

Só durante o dia de hoje, as empresas europeias e norte-americanas anunciaram a supressão de um total de 72.500 postos de trabalho.

São más notícias para milhares de trabalhadores. Na Europa e nos Estados Unidos foram várias as empresas que anunciaram hoje que vão reduzir a sua força de trabalho para fazer face à queda do volume de negócios, na sequência da crise global.

Ao início da manhã, a empresa holandesa de produtos electrónicos Philips revelou ter registado o seu primeiro prejuízo em sete anos, bem como a decisão de reduzir a sua força de trabalho em seis mil pessoas.

Pouco tempo depois, foi a vez da empresa holandesa de serviços financeiros ING apresentar o seu segundo prejuízo trimestral consecutivo, bem como a saída do seu CEO Michel Tilmant. Para reduzir os custos, a ING anunciou o corte de sete mil empregos em todo o mundo.

Ao mesmo tempo, no Reino Unido, a fabricante britânica de aço Corus anunciou a eliminação de 3.500 postos de trabalho, dos quais 2.500 no Reino Unido e mais 1.000 no resto da Europa, uma vez que a procura na região caiu 40% em relação aos máximos verificados no ano passado.

Ainda de manhã, a Pfizer, a maior farmacêutica norte-americana, anunciou que vai comprar a rival Wyeth por 68 mil milhões de dólares (51,54 mil milhões de euros), fechar cinco fábricas e eliminar 19.000 postos de trabalho, ou seja, 15% da força de trabalho do grupo.

Ao início da tarde surgiram novos anúncios de despedimentos de empresas norte-americanas. A surpresa mais desagradável veio da fabricante de maquinaria pesada Caterpillar, que não só obteve resultados trimestrais inferiores ao esperado, mas anunciou também a supressão de 20 mil empregos. A Caterpillar disse ainda que vai cortar "drasticamente" os seus custos e horários de produção.

Pouco tempo depois da abertura da Bolsa de Nova Iorque, foi a vez da operadora Sprint Nextel anunciar o corte de oito mil postos de trabalho, sendo imediatamente seguida pela empresa de utensílios para o lar Home Depot, que se viu forçada a diminuir a sua força de trabalho em sete mil colaboradores.

Também a General Motors, a maior construtora de automóveis dos Estados Unidos, anunciou que vai reduzir os turnos nas fábricas do Michigan e de Ohio, uma medida que vai resultar no despedimento de 2.000 trabalhadores.

Número de despedimentos

Phillips 6.000

ING 7.000

Corus 3.500

Pfizer 19.000

Caterpillar 20.000

Sprintel 8.000

Home Depot 7.000

General Motors 2.000

in económico

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

BOLSA JANEIRO DE 2009


...e estamos a 21 dias do mês de Janeiro, o primeiro mês de doze meses de um ano...


BCP, BES e BPI perdem mais de mil milhões em 2009

Os três maiores bancos cotados portugueses já perderam 1,18 mil milhões de euros em bolsa este ano. Hoje, as acções do BCP, BES e BPI estão em forte queda pelo terceiro dia consecutivo.

A banca nacional está a ser contagiada pelo desempenho negativo do sector financeiro europeu. Apesar dos planos de ajuda à banca da parte dos governos, o mercado teme que as instituições tenham de voltar a reforçar os seus capitais e, em alguns casos, que tenham mesmo que ser nacionalizadas.

O Banco Espírito Santo (BES) está hoje a cair mais de 4% para 5,41 euros, elevando para 640,50 milhões de euros o total de perdas deste ano. Em 2009, os títulos do banco liderado por Ricardo Salgado desvalorizaram 19%, o pior desempenho no PSI 20.

Já o BCP, o maior banco privado português, viu o seu valor de mercado emagrecer 356,78 milhões de euros em Janeiro. As acções do BCP perdem 1,99% para 0,74 euros na sessão desta quarta-feira.

Por último, o BPI descia 3,27% para 1,54 euros. Os títulos do banco entraram em 2009 a valer 1,75 euros, pelo que o BPI já perdeu 189 milhões de euros em bolsa este ano.

Fernando Ulrich apresenta as contas de 2008 esta sexta-feira, sendo que o mercado espera que os lucros do BPI tenham caído para metade.

Esta semana, os analista do JP Morgan disseram que os três maiores bancos cotados portugueses poderão ter que reforçar o seu capital em 3,2 mil milhões de euros.

in económico

EURIBOR 2009

Euribor abaixo dos 2,4% pela primeira vez desde 2005

As Euribor voltaram hoje a recuar em todos os prazos, tendo a taxa de referência para o crédito à habitação descido para os 2,39%.

As taxas Euribor acumulam agora 71 quedas consecutivas, continuando a aproximar-se da taxa de juro de referência do Banco Central Europeu (BCE), que está agora nos 2%, o valor mais baixo de sempre.

A Euribor a seis meses, a taxa mais utilizada nos créditos à habitação do mercado português, recuou para 2,390%. Já a maturidade a três meses, usada como referência sobretudo para os créditos às empresas, desceu para 2,312%. A Euribor a 12 meses, por seu turno, recuou hoje abaixo da barreira dos 2,5%, tendo-se situado nos 2,474%.

A Comissão Europeia estima que todos os estados fundadores da zona euro vão estar em recessão este ano, ao passo que o presidente do BCE, Jean-Claude Trichet, alertou para o facto de que a crise económica vai ser "significativamente" pior do que o inicialmente esperado. Com este cenário, os analistas estimam que a autoridade monetária europeia vá efectuar novos cortes dos juros no primeiro semestre do ano.

in económico

domingo, 18 de janeiro de 2009

Recessão em 2009

Qual é a novidade!

Economist prevê recessão "severa" para Portugal em 2009

A economia portuguesa deverá viver uma recessão "severa" este ano, a par de um "exigente" ciclo eleitoral, antecipam especialistas do Economist Intelligence Unit (EIU) que participam segunda-feira numa conferência em Lisboa com empresários e membros do Governo.

O Economist, que organiza até terça-feira a quarta mesa redonda empresarial com o Executivo, considera que Portugal tem de enfrentar em 2009 um desafio duplo: a "recessão económica severa" e o "ciclo eleitoral exigente", pode ler-se na página de Internet do Economist Intelligence Unit (EIU), equipa de técnicos que pertence no grupo editorial do Economist.

Para este ano estão marcadas eleições legislativas, autárquicas e para o Parlamento Europeu.

Segundo o relatório do Economist, a economia portuguesa deverá contrair-se 2,0 por cento em 2009 e 0,1 por cento em 2010.

Os analistas do EIU antecipam que o Governo de Sócrates centre este ano a sua actividade em medidas de amortecimento da crise, a caminho das eleições.

O PS deverá voltar a sair vencedor das eleições legislativas, mas desta vez sem a maioria absoluta, numa altura em que o maior partido da oposição, o PSD, continua a esforçar-se por aparecer como um "adversário sério", segundo os analistas do Economist.

Segundo os analistas, a consolidação orçamental conseguida em Portugal nos últimos tempos será provavelmente anulada em 2009 e 2010, dado o abrandamento da economia, com o défice orçamental a subir para os 4,5 por cento do PIB este ano e para os 4,8 por cento em 2010, ultrapassando por dois anos o limite dos 3,0 por cento do Pacto de Estabilidade e Crescimento (PEC).

Tal como habitualmente, o encontro organizado pelo Economist será à porta fechada, tendo como tema este ano "Construir uma economia baseada no conhecimento".

O impacto da crise mundial em Portugal, as qualificações dos trabalhadores portugueses e a possibilidade de Portugal se tornar num centro de investigação, desenvolvimento e inovação serão alguns dos assuntos em cima da mesa, bem como a competitividade da economia portuguesa e as políticas prioritárias do Governo para este ano.

O primeiro-ministro afirmou no início de Dezembro que, em consequência das políticas de investimento realizadas ao longo dos últimos três anos, Portugal gastou 1,18 por cento do PIB em ciência e que o sector privado ultrapassou pela primeira vez o Estado no investimento total nesta área.

Da lista de participantes na conferência do Economist fazem parte diversos membros do Governo (o primeiro-ministro e os ministros da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, da Economia e Inovação, e o secretário de Estado do Orçamento) e o governador do Banco de Portugal.

No rol de empresários encontram-se ainda responsáveis da Sonae, Alcatel, BES, Mota Engil, Iberol e da Sociedade Interbancária de Serviços (SIBS), entre outros.

O Economist Conferences, organizador da mesa redonda, pertence ao grupo Economist, que publica a revista britânica The Economist.

in jornal de noticias

sábado, 27 de dezembro de 2008

COMO POUPAR PARA 2009

"O dinheiro não tem pernas para fugir"

Esticar o salário até ao final do mês não é fácil, sobretudo por estes dias, de maior despesa com o Natal, mas alguns truques podem ajudar a cortar nas despesas quase sem se dar conta.

Do Brasil, Suyen Miranda viajou até Portugal para ensinar as pessoas a cortar nos gastos extra e a viver só com o ordenado e sem créditos ou cartões.

"As pessoas dizem que o dinheiro foge, mas o dinheiro não tem pernas para fugir". Pode é ser mal gasto, adiantou Suyen Miranda ao "jn negócios". Sobretudo em compras de impulso, muitas vezes fruto da insatisfação com a vida que se leva. Por isso, sugere que cada pessoa gaste consigo própria dois décimos do subsídio de Natal. "As pessoas têm de ter auto-estima e sentirem que trabalharam também para si mesmas e não só para pagar contas. Assim, serão mais produtivas e poderão fazer ainda mais dinheiro", explicou.

Na base do raciocínio está o conceito de fazer dinheiro (ganhar é na lotaria) e a ligação entre produção e valor: quem produz recebe um valor em troca. Daí a importância de as pessoas se sentirem bem consigo próprias, mas sem exageros. O principal, diz, é ceder à tentação do momento e comprar alguma coisa por impulso e sem ponderar.

"Muitas pessoas fazem compras para compensar outros vazios na vida", acredita Suyen Miranda. Para elevar a auto-estima e, ao mesmo tempo, resolver problemas financeiros, a conselheira sugere algumas dicas e regras simples.

Suyen Miranda
Foi jornalista no jornal Folha de São Paulo, um dos maiores e melhores jornais do Mundo. Mas o interesse pela comunicação alargou-se além do jornalismo e acabou por criar a Biz Comunicação e Expressão. A empresa é contratada por grandes firmas para que Suyen Miranda ajude os trabalhadores a pôr as finanças em ordem. "Uma pessoa sempre preocupada com as contas por pagar não trabalha bem e a empresa sai prejudicada", justificou. Por estes dias esteve em Portugal para perceber até que ponto há, por cá, mercado para o seu negócio. E saiu com a convicção de que o português se queixa demasiado.

Quatro Passos

Regra 1

Ter noção de tudo quanto se gasta. "Arranje um caderninho e anote tudo, mas mesmo tudo, o que gastar", disse. É importante não deixar nada de fora, nem que seja um simples café. Ao final de uma semana, a pessoa vê como gastou o dinheiro e, por norma, apanha um susto: Suyen Miranda assegura que, por norma, metade é gasto em itens dispensáveis, sobretudo de lazer. "É assim que a pessoa percebe que está descontrolada".

Regra 2

Depois de tomar consciência de que tem um problema financeiro, Suyen Miranda aconselha a pessoa a pensar num sonho, desde que seja razoável e realizável num prazo curto. "É importante definir objectivos específicos para poupar dinheiro, como ir passar férias ou fazer um curso". Se a pessoa está endividada, livrar-se das prestações também é um objectivo válido. Ter um objectivo palpável e realizável, diz, dá à pessoa o incentivo necessário para controlar os gastos.

Regra 3

Com a noção do problema e a motivação para o solucionar, é a altura de cortar os gastos desnecessários . "O caderninho já deu à pessoa a noção de todos os gastos supérfluos", pelo que é de esperar que essas compras desapareçam, pelo menos em grande parte, dos hábitos da pessoa, espera Suyen Miranda. Por isso, é preciso olhar para as despesas com a casa. No mesmo bloco de notas, a pessoa deve apontar quanto gasta com supermercado, água, energia, etc. E tentar gastar menos 10%.

Regra 4

Além de gastar menos, é sempre possível ganhar mais. Suyen Miranda deu um exemplo cada vez mais comum no Brasil: rapazes e raparigas que fazem bordados, sabonetes decorados ou outras recordações para festas de casamento ou para as empresas oferecerem que querem oferecer alguma coisa a parceiros de negócio pelo Natal, por exemplo. "Há sempre alguma coisa que uma pessoa sabe fazer bem e que pode aumentar o seu rendimento", disse.

Compras da semana

Passar a fazer as compras da semana e não do mês, como é costume em Portugal. Antes de sair de casa, pense numa lista de todas as refeições que se planeia fazer nos sete dias seguintes e dos ingredientes necessários. E depois faça uma lista e compre só esses produtos. As promoções podem ser um bom negócio, mas só para coisas que não se estraguem, como produtos de limpeza. E primeiro faça uma refeição: ir às compras de estômago vazio leva as pessoas a trazer mais coisas.

Regatear
Não existe o hábito de regatear e comparar preços. Se tiver tempo, pode procurar preços mais baixos e comprar coisas diferentes em sítos diferentes. Dependendo do tipo de produto e do sítio onde se compra é, até, possível regatear.

Cuidado com crianças
Evite levar as crianças, elas não têm noção de preço e querem sempre alguma coisa. Se não o puder evitar, leve um brinquedo para as entreter. Aproveite para comprar uns rebuçados e ter sempre alguns consigo. Assim, se a criança lhe pedir uma gulodice na rua, tem alguma para lhe dar, em vez de ter que comprar num café, onde por norma são mais caras.

Desligar aparelhos
A luz acesa numa divisão onde não está ninguém é desnecessária. E o stand by da TV ou da aparelhagem também consome energia. O melhor é desligar os aparelhos na tomada e não no comando.

Aquecimento
Tapar frestas e evitar correntes de ar ajuda a manter a casa quente. Se necessitar de um aqueceder, desligue-os mal a casa esteja quente e feche portas e janelas.

Lâmpadas
Vá trocando as lâmpadas antigas por novas de baixo consumo: usam um quarto da energia e duram mais tempo.

Passar a ferro
Em vez de passar algumas peças de roupa todos os dias, junte-as, passe--as uma vez por mês e gastará menos electricidade. Desligue o aparelho quando ainda faltarem algumas peças: ele manterá calor suficiente para as passar.

Chama-piloto
Quando se ausentar de casa por um período longo compensa desligar a chama-piloto do esquentador e pode poupar dezenas de euros por ano.

Evite o carro
Se tiver acesso a transportes públicos, use-os. Mas se o carro for imprescindível, faça uma lista das tarefas à sua espera e pense no melhor percurso. Assim gastará menos tempo e combustível.

Telemóvel
Use o telemóvel só para dar recados rápidos e prefira o fixo para comunicações mais demoradas.

Restaurantes
Se gosta de fazer refeições fora de casa, escolha um dia por semana para ir com a família, de maneira planeada, e deixar de ir ao restaurante por impulso.

Acabe com as prestações
Compras em prestações só de coisas que dão condições à pessoa de trabalhar e fazer dinheiro, como a casa ou o carro, se precisar dele para trabalhar. Em todos os outros casos, acabe com as prestações. Cada uma pode ser pequena e comportável, mas todas juntas podem "estourar" o seu orçamento.

Negoceie com o banco
Esta pode não ser a melhor altura, mas não perde nada em tentar renegociar o "spread" do seu crédito à habitação. Se tiver vários créditos ao consumo, junte-os num só. No final do prazo terá acabado por pagar mais dinheiro, mas pelo menos o valor da prestação mensal baixa.

Cartões de Crédito: deixe-os em casa
Tire o cartão de crédito da carteira e deixe-o em casa. Se quiser comprar alguma coisa e não tiver dinheiro, será forçado a ir a casa buscá-lo. No caminho, terá tempo para analisar se realmente precisa daquela compra ou se tem condições financeiras para a fazer. Assim se anula uma boa parte das compras por impulso.

Pagar 100%
Nunca pague só uma parte do cartão de crédito, os juros são demasiado altos. O melhor é definir logo à partida que, no final do mês, paga 100% do valor do cartão e certifique-se que só gasta o que puder pagar. Resista aos apelos dos bancos, que tentam convencer as pessoas a pagar só 15% ou 20% do valor em débito, para ganhar dinheiro em juros.

Cuidado com máquinas
As máquinas da roupa e da louça só devem ser usadas quando estiverem cheias ou no programa de meia carga. Além disso, convém escolher o programa de lavagem mais adequado e usar a temperatura mais baixa possível. Se lavar a louça ou a roupa à mão, encha o lava-louça ou o tanque de água, em vez de deixar a torneira a correr.

Na casa de banho
Tome duche em vez de banho de imersão e feche a torneira enquanto se ensaboa. E, já agora, também enquanto escova os dentes ou faz a barba (gasta metade da água). Se não tiver um autoclismo de baixo consumo, ajuste-o para o volume mínimo, regulando o mecanismo de enchimento. Se não for possível, ponha um tijolo no interior: gastará menos dois litros por descarga.

in Jornal de Notícias

MULTIBANCO

Multibanco: Cada português gastou um salário mínimo

... e você, quanto gastou?

De 1 a 25 de Dezembro (até às 20 horas), o total dos levantamentos e das compras pagas com multibanco superou os 4,2 mil milhões de euros (mais 1% do que em igual período de 2007), um montante equivalente a cada português ter gasto 428 euros, ou seja, um salário mínimo.

No entanto, o número de vezes que o cartão foi usado (em levantamentos e compras) foi na ordem dos 79 milhões, mais 4% do que ano passado, o que vem confirmar que os portugueses fizeram neste Natal muito mais compras, mas muito mais baratinhas, de acordo com dados actualizados ontem pela SIBS, que ainda não incluem os cartões de crédito.

Só as compras pagas com o cartão multibanco cresceram 4% em número de pagamentos, mas totalizaram 2,263 mil milhões de euros, um valor da mesma grandeza do verificado no ano passado.

Já os levantamentos foram 3% superiores quer em número quer em valor, tendo atingido 2,018 mil milhões de euros.

in Jornal de Notícias

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

CRÉDITO HABITAÇÃO

Bendita a crise... concerteza que em 2009 viviremos muito melhor...

in Jornal de Notícias

Prestação da casa deve cair 161 euros em Janeiro.
Crédito de 150 mil euros, por 35 anos, indexado à Euribor ficará mais barato

Há 54 dias que a Euribor não pára de cair e as prestações de crédito à habitação revistas em Janeiro serão bem mais pequenas do que as pagas em Dezembro. A descida ronda os 161 euros, quer esteja indexada à taxa a 3 ou a 6 meses.

Esta quarta-feira, a taxa a três meses, que sido mais usada nos créditos recentes, desceu da fasquia dos 3%, valendo 2,991%. É o valor mais baixo dos últimos anos e, se 2008 foi o ano da subida sistemática das prestações da casa, 2009 (ou pelo menos o seu início) promete trazer boas notícias às famílias endividadas. O mês de Dezembro ainda não terminou, mas tudo indica que os próximos dias verão novas descidas do indexante. Já a taxa a seis meses está nos 3,061% e deverá seguir em breve o exemplo do prazo a três meses.

Por isso, é de esperar que a prestação dos empréstimos indexados à taxa Euribor a três ou a seis meses e revistos em Janeiro desçam, no mínimo, 161 euros. As contas são feitas considerado um crédito à habitação de 150 mil euros, assinado por 35 anos, com um "spread" de 1% e admitindo que a revisão de Janeiro terá em linha de conta a média da Euribor de Dezembro (há bancos que interpretam a lei como indexando a prestação à média da Euribor de dois meses antes e não do mês anterior).

Este mês e até ontem, a média da Euribor a três meses (revista trimestralmente) era de 3,353%, o que compara com os 5,02% de Setembro. Assim, os créditos que sejam revistos no próximo mês, tendo em linha de conta a taxa de Dezembro, passarão a pagar uma prestação de 696 euros, que compara com os 857 euros pagos este mês.

Na Euribor a seis meses, a média de Dezembro (até ontem) era de 3,426%, bem abaixo dos 5,09% registados em Junho e que norteavam a prestação que tem vindo a ser paga ao longo do último meio ano. A prestação mensal baixará, por isso, de 846 euros para 703 euros.

Em ambos os casos, por coincidência, a redução mensal de 161 euros dispara para quase dois mil euros ao final de um ano, e 67,6 mil no fim dos 35 anos de crédito.

A conta certa só será feita quando se souber o valor da Euribor no último dia do mês (e ano), mas nada leva a crer que a taxa irá subir. Pelo contrário, para combater a crise económica, é dado como certo que o Banco Central Europeu vai voltar a baixar as taxas de juro directoras no início de Janeiro, acompanhando o que tem sido feito por outros bancos centrais.

Na Europa, a principal taxa do BCE é de 2,5%, enquanto que nos EUA está nos 0,25% e em Inglaterra nos 2%

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

NASA


Nasa vai vender vaivéns

Agência espacial procura compradores para vaivéns com preços a partir de 42 milhões de dólares.

A Nasa Anunciou que pretende vender as suas naves espaciais quando deixarem de ser utilizadas, em 2010.

As vendas podem ajudar a agência espacial norte-americana a compor um orçamento que apresenta algumas carências para o desenvolvimento da próxima geração de mísseis Ares que devem levar os astronautas de novo até à superfície lunar.

O valor de 42 milhões de dólares (28,67 milhões de euros) é só o ponto de partida para naves como o Discovery, o Atlantis ou o Endeavour que somam já entre eles 68 missões espaciais desde 1984.

A Nasa garante que não vai vender os seus bens mais valiosos a qualquer comprador. Por enquanto está a negociar apenas com instituições educacionais, museus de ciência e outras organizações que considerem adequadas.

in tv net

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

COMBUSTÍVEIS

in Lusa

Preços dos combustíveis em Portugal são dos mais elevados da UE - Autoridade Concorrência

O presidente da Autoridade da Concorrência, Manuel Sebastião, reconheceu hoje no Parlamento que Portugal tem, em matéria de combustíveis, dos preços mais elevados da União Europeia.

«Somos um país que nos situamos alto nos preços», afirmou Manuel Sebastião na comissão parlamentar de Assuntos Económicos onde foi hoje apresentar o relatório intercalar sobre a evolução dos preços dos combustíveis. «Não somos dos países mais baratos em termos de preços dos combustíveis», acrescentou o mesmo responsável.

O presidente da AdC disse, no entanto, que apesar de Portugal poder ocupar a quinta ou a sétima posição entre os países europeus com preços dos combustíveis mais elevados, isso deve-se muitas vezes a «diferenças muito pequenas», na ordem dos cêntimos.

A principal explicação avançada por Manuel Sebastião, para a diferença de preços a nível europeu, deve-se ao facto de o preço internacional do produto à saída das refinarias portuguesas ter um 'spread' mais elevado em função da sua localização e das características dos portos.

«O preço à saída da refinaria é o preço internacional, formado em Roterdão, com o spread, e nós temos um spread maior do que as refinarias do Norte da Europa, como França ou Holanda», afirmou.

A esse preço acresce, em Portugal, o preço da logística, que é de dois cêntimos por litro, e o preço da distribuição, que é de 10 a 11 cêntimos. «Neste caso, não temos a noção de que seja muito elevado, comparando com outros países, mas são aspectos sobre os quais nos devemos interrogar», concluiu.

O presidente da AdC prometeu conclusões definitivas sobre o mercado dos combustíveis, nomeadamente se existe cartel, concertação de preços ou abuso de posição dominante, no relatório final de Março.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

DESCE EURIBOR! DESCE....

in Diário Económico.com 2008-12-10

Euribor a três meses cai para mínimo de 27 meses

As Euribor estão a descer há já 44 sessões consecutivas, e hoje, o indexante a três meses recuou para um mínimo de Setembro de 2006, no dia em que foram divulgados novos dados económicos que os peritos consideram dar mais margem de manobra ao Banco Central Europeu (BCE) para voltar a descer os juros em Janeiro.

A Euribor a seis meses, o indexante mais utilizado nos créditos à habitação em Portugal, desceu 0,048 pontos percentuais, para os 3,466%, um novo mínimo de Setembro de 2006. Por sua vez, o indexante a três meses recuou 0,052 pontos percentuais para os 3,376%, o valor mais baixo desde 21 de Setembro de há dois anos atrás, enquanto a Euribor a 12 meses desceu 0,047 pontos percentuais, para os 3,563%, renovando um mínimo de Agosto de 2006.

Este fim-de-semana, Jean-Claude Trichet disse que “[as taxas de juro] estão muito altas dos dois lados do Atlântico”, e acrescentou BCE está a fazer tudo o que é necessário para as baixar.

Na semana passada, a autoridade monetária da zona euro cortou os juros em 0,75 pontos percentuais, para 2,50%, o valor mais baixo de sempre, e os especialistas esperam que a instituição possa voltar a repetir este ‘gesto’ em Janeiro, face ao alívio das pressões inflacionistas na região, e ao agravamento da situação económica.

Hoje, ficou-se a saber que a produção industrial francesa se contraiu pelo terceiro mês consecutivo e que os preços grossistas na Alemanha registaram a maior quebra dos últimos 40 anos, dando assim espaço de manobra ao Banco Central Europeu para voltar a descer os juros em Janeiro.

Prazos.........Hoje.........Terça -feira
3 meses......3,376..............3,428
6 meses..... 3,466..............3,514
1 ano..........3,563..............3,610