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quinta-feira, 26 de março de 2009

SEGUROS DE SAÚDE


Seguros de saúde «são na maior parte uma fraude», diz Arnaut

O pai do Serviço Nacional da Saúde (SNS), António Arnaut, considera que o Estado não tem cumprido o seu papel e não tem fiscalizado como devia os seguros de saúde, que são na sua maior parte uma fraude.

António Arnaut lança críticas aos seguros de saúde e considera que a maior parte é uma fraudePai do SNS refere exemplos concretosAntónio Fidalgo, do Instituto de Seguros de Portugal, afirma que muitas vezes este é um negócio que dá prejuizo

António Arnaut que participa, esta quinta-feira, num congresso sobre os 30 anos do Serviço Nacional de Saúde, defende por isso uma maior atenção por parte do Estado.


«Com a penetração do sector privado verifica-se uma certa degradação do sector público. As pessoas se não são bem atendidas no sector público tendem a fazer um seguro de doença, mas esses seguros são na maior parte uma fraude», disse.

O responsável lembra que em caso de internamento os seguros apenas cobrem determinado número de dias e passado esse tempo os doentes são encaminhados para os hospitais públicos.


António Arnaut dá ainda outros exemplos concretos de situações que o levam a dizer que a maior parte dos seguros de saúde são uma fraude.

«Eu com a minha idade, tenho 73 anos, se quiser fazer um seguro não me fazem, uma pessoa que tem uma doença crónica ou grave também não lhe fazem e depois é limitado, porque ninguém tem dinheiro para fazer um seguro que cubra todas as patologias», adianta.

António Arnaut refere ainda uma situação que considera caricata: «Um senhor tinha um seguro que lhe abrangia apenas um membro, caiu e partiu os dois braços, quando chegou à clínica privada perguntou que braço queria que lhe curassem».

Mas estas são críticas que o Instituto de Seguros não aceita. Rui Fidalgo considera que, se assim fosse, seriam muitas as reclamações e ele garante que este cenário não acontece.

O Instituto de Seguros de Portugal admite que o números de seguros de saúde tem vindo a crescer, mas assegura que muitas vezes é um negócio que até dá prejuízo.

«Embora tenha crescido muito nos últimos anos, sobretudo no segmento particular, o que demonstra a opção dos portugueses por este tipo de seguro, não é a área que apresente muitos lucros, antes pelo contrário, tem resultados equilibrados ou deficitários», disse.

in tsf

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

SARDINHA E SALMÃO CANCERÍGENOS

Sardinha ou salmão assados nas brasas são cancerígenos

Sardinhas ou postas de salmão bem assadas e perto das brasas adquirem compostos carcinogénicos, conclui uma equipa de investigadores da Universidade do Porto num estudo aceite para publicação na revista da Sociedade Americana de Química.

«Tudo depende da temperatura e do tempo de cocção, já que esses dois factores têm influência na quantidade e no tipo de aminas aromáticas heterocíclicas (AAHs), os carcinogénicos em estudo», disse à Lusa a principal autora, Isabel Ferreira, do Serviço de Bromatologia da Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto.

O estudo - a publicar no Journal of Agricultural and Food Chemistry da American Chemical Society - avaliou a formação destes AAHs tanto na sardinha (Sardina pilchardus), como no salmão atlântico (Salmo salar) cozinhados sobre grelha em carvão.

Em relação às sardinhas, quando estas foram assadas perto das brasas e durante apenas quatro minutos de cada lado, ou afastadas do carvão, as investigadoras não detectaram AAHs. Todavia, bastou deixá-las a assar perto do carvão seis a sete minutos de cada lado para encontrarem quantidades significativas daqueles compostos.

Por outro lado, foram também comparados os efeitos da utilização do carvão e da resistência eléctrica na formação dos AAHs em postas de salmão grelhadas sujeitas ao mesmo grau de cocção, considerado como bem passado.

Nesta avaliação, os teores mais elevados de AAHs foram observados nas postas de salmão grelhadas na brasa, perto da fonte de calor, onde as temperaturas rondavam os 280-300 graus Celsius.

Já no caso do salmão ser cozinhado no grelhador eléctrico ou afastado do carvão, a temperaturas entre 180 e 200 graus, foram apenas detectadas baixas quantidades daqueles compostos.

Assim, para se beneficiar plenamente das proteínas de elevado valor biológico, dos ácidos gordos ómega-3, das vitaminas e dos minerais contidos nestes peixes, deve-se utilizar equipamento eléctrico adequado ou, usando carvão, manter o peixe afastado das brasas de modo a cozinhá-lo a temperaturas moderadas e assim reduzir a formação de AAHs.

in diário digital

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

SEROPOSITIVOS


Maioria dos seropositivos perde trabalho quando empresa descobre doença.

«Recebemos muitas queixas, sabemos que, sistematicamente, as pessoas seropositivas não são aceites para trabalhar ou não vêem renovados os contratos», afirmou Luís Mendão, do Grupo Português de Activistas sobre Tratamentos de VIH/SIDA (GAT), lembrando que «a maioria dos seropositivos é pobre e trabalha precariamente».

«Nós sabemos que 99 por cento dos que têm teste positivo não vêem renovado o contrato», acrescentou, em declarações aos jornalistas, à margem da conferência sobre Transmissão do VIH - Ciência, Direito e Discriminação, que decorre hoje em Lisboa.

No entanto, sublinhou, a discriminação vai além do local de trabalho, dando o exemplo de «uma mulher que precisava de retirar um aparelho de prevenção de gravidez, mas o seu centro de saúde recusa fazer isso porque não tem condições de esterilidade suficientes».

Por seu lado, o representante do Instituto de Higiene e Medicina Tropical (IHMT), Jorge Torgal, alertou que a actual crise económica pode levar ao aumento da discriminação laboral dos seropositivos.

«Aqueles que têm contratos a prazo são os primeiros a ser despedidos e aqueles que têm dificuldades em obter apoios sociais devido às suas debilidades de saúde vão ter ainda mais dificuldades», afirmou.

Já a representante da Organização Internacional do Trabalho (OIT) em Portugal, Albertina Jordão, defendeu uma mudança de atitude por parte dos empregadores.

«Quando as pessoas estão doentes, obviamente que isso vai afectar a produtividade e vai ter um impacto económico e social», mas cabe às «entidades empregadoras verem a Sida como uma doença crónica como outra porque uma pessoa que vive com Sida pode trabalhar e ter uma vida regular», sublinhou.

No encontro, organizado pelo GADS - Grupo de Apoio e Desafio à Sida, o director-geral de Saúde, Francisco George, defendeu que «não havendo riscos de transmissão na vida social, não há motivo nenhum para haver discriminação» dos seropositivos.

«Ainda recentemente a um médico cirurgião foi-lhe detectado, num conjunto das análises que fez no âmbito da Medicina do Trabalho, que tinha essa infecção. Colocaram-nos a questão de saber se ele podia ou não exercer medicina e, naturalmente, ele pode, uma vez que não há riscos de transmitir essa infecção a outros doentes», afirmou.

A conferência sobre Transmissão do VIH - Ciência, Direito e Discriminação vai abordar, ao longo do dia, o conhecimento científico, o Direito e a discriminação laboral e social associada à doença.

No final será aprovada uma declaração de compromisso e de acção futura de combate à discriminação.

in Lusa/SOL

domingo, 1 de fevereiro de 2009

COLESTROL

O colesterol alto não apresenta sintomas e só é possível saber em que níveis se encontra através de análises ao sangue. Faça-as já se tiver algum factor de risco: peso a mais, vida sedentária, stress ou se na sua família existirem antecedentes de colesterolemia.
Um colesterol alto que não é tratado pode causar um enfarte cardíaco ou cerebral (AVC), perda lenta de memória... Em contrapartida, se tiver o colesterol controlado reduz o risco de padecer de um problema cardíaco em cerca de 35% e se, para além disso, não fumar, em cerca de 65%.

O QUE É E PARA QUE SERVE
O colesterol é uma gordura – lípido – necessária ao organismo. É fabricado por ele mesmo ou é obtido através dos alimentos. Sem colesterol, não é possível viver, já que é um dos componentes básicos do sistema nervoso (o cérebro é puro colesterol) e das membranas celulares; participa na formação de algumas hormonas, da vitamina D e da bílis; e constitui a reserva energética do corpo, armazenada nas células gordas (adipócitos).
Tipos de colesterolemia
O colesterol é todo igual. No entanto, a sua missão e efeitos variam de acordo com a proteína a que se associe no sangue para conseguir circular, daí serem-lhe atribuídos vários nomes.
Lipoproteínas LDL (conhecidas como colesterol LDL ou mau colesterol). Transportam o colesterol aos tecidos e aumentam o risco coronário, se existirem em demasia. Ocorre porque o corpo produz demasiado colesterol ou porque o ingerimos através dos alimentos.
Lipoproteínas HDL (conhecidas como colesterol HDL ou bom colesterol). Recolhem das artérias o colesterol LDL que não foi utilizado e transportam-no ao fígado para que seja eliminado. Se não existir HDL suficiente, o colesterol LDL acumula-se e forma placas de ateroma (gordura pegajosa) que aderem às paredes das artérias obstruindo-as e endurecendo-as: é aquilo a que se chama de aterosclerose. Isto facilita a formação de coágulos e se a artéria ficar entupida dá origem a um enfarte cerebral ou do miocárdio, que pode chegar a ser mortal.
As gorduras do sangue - os lipídios - são compostos principalmente pelo Colesterol, o HDL Colesterol (chamado de o bom colesterol), o LDL Colesterol (chamado de o mau colesterol) e os Triglicerídios.
A Associação Médica Americana insiste em que os níveis de colesterol normais se situem abaixo de 200 mg % e que o HDL Colesterol esteja acima de 35 mg %.
A Tabela do Massachusetts General Hospital de Boston adota como níveis normais, para as diferentes idades, a tabela abaixo:
Colesterol total:

Menos de 29 anos abaixo de 200 mg %
de 30 até 39 anos abaixo de 225 mg %
de 40 até 49 anos abaixo de 245 mg %
acima de 50 anos abaixo de 265 mg %
Para o HDL Colesterol dão como valores normais:

Homens de 30 a 70 mg %
Mulheres de 30 a 90 mg %
Para o LDL Colesterol

homens e mulheres 50 a 190 mg %
Os riscos de doença cardiovascular relacionados aos índices dos níveis de Lipídios no sangue, formulados pela AAM Americana são:

Colesterol menor do que 200 mg % e HDL Colesterol maior do que 34 mg %.
Se não houver outros fatores de risco, a chance de doença cardiovascular é relativamente pequena. Essa pessoa deve repetir os exames a cada 5 anos e deverá seguir as recomendações para prevenir as doenças cardiovasculares.
Colesterol menor do que 200 mg % e HDL Colesterol maior do que 35 mg %.
Primeiro, deve verificar o LDL Colesterol e falar com o seu médico sobre qual a conduta a seguir. Segundo, controlar os outros fatores de risco e terceiro, aumentar a sua atividade física.
Colesterol entre 200 e 239 mg % e HDL Colesterol acima de 34 mg % e menos do que dois fatores de risco.
Essa situação pode duplicar as chances de ter doença cardiovascular. Os incluídos nesse grupo devem primeiro corrigir os outros fatores de risco; segundo, controlar o colesterol a cada dois anos e terceiro, basicamente, procurar modificar a sua dieta e aumentar sua atividade física. Nem todas as pessoas que têm esses níveis estão realmente ameaçadas de doença cardiovascular. Fale com o seu médico a respeito disso.
Colesterol total de 200 a 239 mg %, HDL Colesterol menor do que 35 mg % e mais do que dois fatores de risco.
Nesse caso a pessoa pode ter uma chance dobrada de doença cardiovascular assim como as pessoas com menos de 200 mg %. Deverá verificar o LDL Colesterol e falar com o seu médico, que o orientará sobre os controles e as medidas a seguir. Também deverá controlar os outros fatores de risco, corrigir a dieta e aumentar a atividade física.
Colesterol acima de 240 mg %.
O risco de doença cardiovascular é grande e maior ainda, se tiver outros fatores de risco. Deverá verificar o LDL Colesterol e mostrar ao seu médico que vai interpretar os exames. O seu médico irá orientá-lo para reduzir esse e os outros fatores de risco.


OS AMIGOS QUE O MANTÊM CONTROLADO
O mais importante é a alimentação, mas o exercício, deixar de fumar e manter o peso ideal também ajudam a controlar os níveis de colesterol. A alimentação adequada pode ser útil não só para prevenir o excesso de colesterol mas também para o reduzir em caso de valores considerados altos (neste caso, é aconselhável tentar reduzi-los durante 6 meses e, caso não se consigam bons resultados, voltar ao médico).
Contudo, quando os valores representarem perigo, é necessário baixá-lo através de medicamentos, de acordo com o critério do médico assistente.

Alimentação
Deve escolher, sobretudo, alimentos ricos em gorduras insaturadas e pobres em saturadas, trans e colesterol: é recomendável limitar a ingestão de gordura até 25-35% das calorias diárias totais, distribuídas desta forma: 7% de gorduras saturadas, 10% de gorduras poli-insaturadas e 20% de gorduras monoinsaturadas.
Não lhe devem faltar ainda alimentos que contêm fibra vegetal e hidratos de carbono. Para além disso, é fundamental incluir na sua rotina alimentar alguns alimentos que contêm nutrientes específicos ou aditivos que variam os níveis de colesterol em seu benefício. Estes são os que lhe convêm:

Azeite virgem. O melhor é o que provém da primeira pressão a frio. Tem cerca de 80% de ácido oleico, um ómega-9 que baixa o colesterol LDL e aumenta o colesterol HDL, o mais recomendado. Também contém polifenóis, que evitam a oxidação do colesterol LDL.

Peixe azul. Os seus ácidos gordos ómega-3 reduzem o colesterol LDL que obstrui as artérias. Também diminuem o nível de triglicéridos (outras gorduras que circulam no sangue), aumentam a dilatação das artérias, previnem a trombose e colaboram na combustão dos lípidos. Ingira peixe azul três vezes por semana. Os peixes que mais ómega-3 contêm, por cada 100 g são: cavala (2,79 g); sardinha (2,27 g); salmão (1,85 g); arenque (1,83 g); anchova (1,47 g); e atum (1,22 g). Necessita de cerca de 2,5 g de ómega-3 por dia, por isso procure-o também noutros alimentos.

Nozes. O seu conteúdo em lecitina e ácidos gordos ómega-3 baixam o colesterol LDL. Também contêm fibra e fitoesteróis, que reduzem a absorção das gorduras (incluindo o colesterol) no intestino. Não as coma em demasia porque são muito calóricas e engordam: bastam 30-40 g por dia e sempre em substituição de outro alimento.

Alho. Aporta alicina e teróis, que reduzem o colesterol LDL e aumentam o HDL. Para além disso, normalizam os triglicéridos, aumentam a elasticidade arterial e evitam a formação de trombos. Ingira três dentes de alho cru por dia.

Lecitina de soja. É constituída por um grupo de fosfolípidos (gordura mais fósforo). Reduz o colesterol total, LDL e os triglicéridos, e aumenta a produção de HDL no fígado. Para além disso, ajuda a queimar gordura. Basta ingerir duas colheres de soja granulada por dia. Também a pode encontrar em suplementos à venda em farmácias e dietéticas.

Farelo de aveia. Contém betaglucano, uma fibra viscosa que cobre as paredes do intestino, o que reduz a absorção do colesterol e de outras gorduras saturadas e deita-as fora através das fezes. Também reduz a produção de colesterol mau por parte do fígado. Convém-lhe tomar 3 g diários.

Farelo de arroz. Contém uma grande quantidade de esteróis vegetais (1.325 mg por 100 g) que diminuem a absorção intestinal do colesterol. O seu efeito benéfico é obtido com 2 ou 3 g por dia.

Legumes, massas e cereais integrais. Proporcionam hidratos de carbono de absorção lenta e fibra insolúvel, que extraem do organismo parte das gorduras ingeridas. A fibra solúvel de legumes como o feijão branco capta especialmente o colesterol do intestino e elimina-o pelas fezes.

Hortaliças e frutas. Contêm fibra insolúvel, com efeito de arrasto, e solúvel, que absorve. De qualquer forma, acabam sempre por eliminar parte do colesterol. São, sobretudo, as verduras de folha, os citrinos e a maçã que contêm fibra solúvel. Para além disso, alcachofras, endívias, chicória, rabanetes e aipo têm um princípio amargo, a intibina, que ajuda a eliminar o colesterol.

Alimentos enriquecidos. Existem produtos no mercado que contêm esteróis vegetais, um ingrediente que reduz o colesterol até cerca de 10% e o LDL até cerca de 15% em duas semanas. Também reduzem o colestrol certas margarinas com fitoesteróis e leites com ómega-3.

Chocolate preto (o que tem, no mínimo, 70% de cacau e menos gordura). O cacau contém polifenóis que liquidificam o sangue, o que reduz a possibilidade de se formarem trombos. Antes de dormir, ingira 30 g.

Infusões e suplementos
O colesterol é uma das patologias em que a medicina natural é mais eficaz a tratar, chegando, em alguns estudos, a ter taxas de sucesso acima dos 90 por cento.
Experimente estas infusões: chá vermelho (uma chávena por dia depois do almoço) e alcachofra, boldo e fumária
(2 chávenas por dia preparadas com uma colher da mistura).
Em termos de suplementos alimentares, existem no mercado fórmulas que reduzem significativamente o colesterol.
Procure produtos que tenham na sua composição esteróis vegetais, polisacanol, arroz vermelho fermentado, niacina no flush, ómega-3 e alho.

Exercício
Tem também uma forte influência. Qualquer desporto aeróbio (andar, nadar, correr, andar de bicicleta ou dançar) ajuda a reduzir os níveis de colesterol LDL e aumenta o HDL.
Por isso, não hesite. Salte da sua cadeira e mexa-se! A sua saúde agradece.

OS INIMIGOS QUE O AUMENTAM
Os maiores culpados são os hábitos de vida pouco saudáveis, como o sedentarismo e o tabaco, mas sobretudo a obesidade e a ingestão de alimentos ricos em gorduras saturadas.

Alimentação
Apesar das gorduras saturadas serem necessárias ao funcionamento do organismo, não deve exceder a dose diária recomendada pelos nutricionistas: 7% das gorduras totais da alimentação diária e 200 mg de colesterol. Este tipo de gordura é sólida à temperatura ambiente (excepto os óleos de palma, coco e palmiste) e aumenta o colesterol total.
Encontra-se nos seguintes alimentos, que deve evitar:

Lacticínios gordos. Quando escolher um lacticínio (leite, iogurtes e queijo) opte pelas variedades magras e pobres em gordura.

Pastelaria industrial. É elaborada com óleos de palma e coco, que são gorduras saturadas, e carecem de fibra alimentar.

Produtos provenientes da carne. Carnes vermelhas (vaca), porco, pele de aves, vísceras (fígado, rins...), enchidos provenientes do porco e elaborados com toucinho ou manteiga.

Ácidos gordos hidrogenados (também designados trans). Obtêm-se a partir de gorduras vegetais líquidas à temperatura ambiente que, depois de serem submetidas a um processo de hidrogenação, se tornam sólidas.
Atenção: as gorduras hidrogenadas são ainda mais perigosos do que as gorduras saturadas (estas não reduzem o colesterol HDL – “bom” - e as hidrogenadas sim), aumentam o colesterol LDL, os triglicéridos e um tipo de proteína que favorece a coagulação, aumentando o risco cardiovascular.
Sabe-se ainda que oxidam as membranas celulares, o que provoca a acumulação de gordura nas artérias. Estas gorduras estão presentes em óleos refinados a altas temperaturas (em pouca quantidade), em margarinas, folhados, bolachas e alimentos pré-cozinhados. Aparecem identificadas nos rótulos como “gorduras parcial ou totalmente hidrogenadas”.

Batatas fritas e pipocas industriais. A não ser que o pacote mencione que são feitas com azeite ou óleo de girassol, contêm ácidos gordos trans.

Tabaco
O tabaco também é responsável pelo aumento do colesterol: a nicotina e o monóxido de carbono da combustão do cigarro fazem subir o colesterol LDL e os triglicéridos no sangue, reduzem o HDL, predispõem a formação de trombos e tornam as artérias mais rígidas.

Obesidade
Hipertensão, diabetes e dislipemia (colesterol e triglicéridos altos) formam o que se chama de síndrome metabólica, que costuma surgir frequentemente em pessoas obesas ou com excesso de peso. Se tem alguns quilos a mais, provavelmente tem o colesterol alto.Todas estas patologias juntas são mais perigosas do que cada uma individualmente e podem ter graves consequências para o coração.

Sedentarismo
É um dos responsáveis pelo excesso de peso, já que se não se mexer queima poucas calorias. Também se provou que as pessoas que não fazem nenhum tipo de exercício têm o colesterol mais alto do que as que se exercitam, o sangue circula mais devagar e o coração não fortalece, o que supõe um aumento do risco cardiovascular.

in saúde.sapo.pt