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terça-feira, 13 de janeiro de 2009

RECORDE - SMS


Adolescente enviou 14.528 mensagens escritas de telemóvel num mês

Os pais de uma adolescente norte-americana de 13 anos ficaram perplexos quando, ao abrir a factura mensal do telemóvel da sua filha descobriram que esta tinha enviado 14.528 mensagens de texto num só mês.

Não era uma anedota, como no início pensou o pai da menor, Greg Hardesty. A factura, que tinha 440 páginas, era superior aos 2.000 dólares.

«Primeiro ri-me. Pensei: isto é de loucos. É impossível», contou o próprio Greg Hardestynum blogue do diário californiano Orange County Register.

Greg Hardesty correu para a calculadora para fazer contas e apurar se era humanamente possível enviar tal número de mensagens.

Segundo os cálculos, a uma média de 484 mensagens de texto por dia, a cada dois minutos e descontando as horas de sono, é possível.

Greg Hardesty pensou então que tinha sido um erro da companhia telefónica, que confirmou o vício da filha, Reina, de enviar mensagens a todos os seus amigos e conhecidos.

«Bem, a maioria dos meus amigos têm uma tarifa para mandar mensagens ilimitada e estão a escrever quase a toda a hora», justificou a menor californiana.

O vício de Reina é tal que os pais descobriram recentemente que até numa festa de karaoke, para celebrar o seu aniversário, enquanto os amigos estavam a cantar, ela enviava-lhes mensagens para o telemóvel.

Outra das desculpas que a jovem deu foi que, durante o mês passado, estava «aborrecida» por causa das férias de Natal.

Reina não parece estar arrependida, nem disposta a emendar-se, já que esta ainda brincou com o valor da factura, junto dos amigos, provavelmente através de uma mensagem escrita.

Os pais decidiram fazer um contrato de envio ilimitado de mensagens, por 30 dólares, o que lhes ficará muito mais barato.

De acordo com um estudo elaborado pela companhia Nielsen, os adolescentes com idades entre os 13 e os 17 anos enviam uma média de mensagem de 1.742 mensagens por mês.

in TSF

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

TELEMÓVEIS



A União Europeia anunciou a entrada em vigor do programa Safer Internet no próximo dia 1 de Janeiro, pouco mais de três meses após a aprovação da iniciativa por parte do Parlamento Europeu.

No mesmo dia em que o inicio da medida - que está orçamentada em 55 milhões de euros - foi anunciado, Viviane Reding, comissária europeia para a Sociedade de Informação e Meios de Comunicação, salientou que é necessário resguardar os mais novos dos perigos que a Internet esconde, tornando a rede um espaço seguro e uma ferramenta de estudo.

Em simultâneo, a acompanhar o Safer Internet, a União Europeia, através do Eurobarometro, mostrou alguns dados que caracterizam o comportamento e tendências dos mais novos relativamente à Internet e novas tecnologias. Na análise, é possível verificar que as redes sociais, os blogs e os serviços de mensagens instantâneas são algumas das plataformas mais procuradas pelos jovens.

Enquanto 75 por cento dos jovens com idades entre os 6 e os 17 anos já acedem à Internet e 50 por cento das crianças com 10 anos têm telemóvel próprio, 60 por cento dos pais europeus preocupam-se com a possibilidade de os seus filhos virem a ser vitimas de manipulação psicológica ou abusos sexuais. Já 54 por cento temem que os seus filhos possam ser vítimas de bullying.
O estudo, estruturado em diversas categorias, indica que em Portugal a tendência não é diferente da que se verifica no resto da Europa. Actualmente, 86,9 por cento dos jovens portugueses com idades entre os 11 e os 14 anos têm telemóvel próprio. O mesmo acontece junto de 77,8 por cento dos jovens entre os 15 e 17 anos e de 30,3 por cento dos que têm entre 6 e 10 anos de idade.

No que se refere à Internet, a análise mostra que 53,5 por cento dos jovens pertencentes à faixa etária 6-10 anos acede à Internet, assim como 80,8 por cento dos pertencentes à faixa 11-14 e 74,6 por cento dos que têm entre 15 e 17 anos. A maioria dos jovens efectua os acessos a partir do computador da escola ou em casa, no computador da família.

Segundo a UE, 50 por cento dos pais inquiridos mostram-se "bastante preocupados" com o tipo de informações que os filhos possam estar a partilhar na Internet e 64,6 por cento dos educadores teme que os mais novos possam ser confrontados com conteúdos inapropriados para a sua idade enquanto navegam online. Já o bullying perturba 56,8 por cento dos pais.

Contudo, e apesar de todas as preocupações, 57,6 por cento dos pais portugueses afirmam não ter qualquer software de monitorização ou controlo de acessos instalado nos computadores dos filhos e negam ainda o controlo ao telemóvel dos mais novos. Mais de 30 por cento afirmam ainda que nunca verificam os registos de mensagens instantâneas dos filhos. Em causa está a total confiança que depositam nos mais novos, dizem 56,1 por cento dos inquiridos.